Providências para GDPR começam a dar retorno

As organizações que investiram para se adequar ao GDPR, a legislação europeia de proteção de dados pessoais, estão começando a ver os resultados e benefícios tangíveis dos valores que gastaram. A comprovação aparece pela primeira vez no estudo “2019 Data Privacy Benchmark Study”. O trabalho faz uma correlação entre as boas práticas de privacidade e os benefícios para o negócio, com os entrevistados registrando menores atrasos em vendas, e também violações de dados menos frequentes e menos dispendiosas. Mais de 3.200 profissionais de segurança e privacidade em 18 países responderam à pesquisa da Cisco sobre as práticas de privacidade em suas organizações. 

O indicador de prontidão dos países pesquisados indicou liderança para a Espanha, onde 76% das empresas declararam estar preparadas. No Brasil o índice foi de 53% e o país com a lanterna foi a China com 42%.

Na pesquisa da Cisco, 59% das organizações disseram estar atendendo a todos ou à maioria dos requisitos do GDPR, enquanto 29% esperam chegar a esse ponto dentro de um ano. Um total de 9% declarou que ainda levará mais de um ano para alcançar esse nível. “No ano passado, a importância da privacidade e proteção de dados aumentou dramaticamente. Os dados são a nova moeda e, à medida que o mercado muda, vemos as organizações percebendo benefícios comerciais reais de seus investimentos na proteção de seus dados ”, diz Michelle Dennedy, diretora de privacidade da Cisco. “Na Cisco, acreditamos totalmente na proteção de nossos clientes e no sucesso dos negócios, maximizando o valor dos dados e minimizando os riscos”, acrescentou.

Segundo o estudo, os clientes atendidos pela empresa estão cada vez mais preocupados com as proteções de privacidade proporcionadas pelos produtos e serviços que fornecem. Como resultado, as preocupações com a privacidade ao fazer vendas geraram atrasos de 3,4 semanas em organizações que investiram na privacidade de dados para atender o GDPR. Mas foram de 5,4 semanas em organizações menos preparadas para o GDPR. No geral, o prazo médio de vendas foi de 3,9 semanas na venda a clientes existentes, abaixo das 7,8 semanas relatadas há um ano. Os países com os prazos mais curtos são Itália, Turquia e Rússia, enquanto Espanha, Brasil e Canadá têm os prazos mais longos.

As organizações prontas para GDPR citaram também menor incidência de violações de dados, menos registros impactados em incidentes de segurança e tempos mais curtos de inatividade dos sistemas. Elas também estão muito menos propensas a ter perdas financeiras significativas numa violação de dados. Além disso, 75% dos entrevistados citaram que estão obtendo múltiplos benefícios de seus investimentos em privacidade, que incluem maior agilidade e inovação resultantes de controles de dados apropriados, obtenção de vantagem competitiva e eficiência operacional aprimorada com os dados organizados e catalogados.

 

https://www.cisco.com/c/dam/en_us/about/doing_business/trust-center/docs/dpbs-2019.pdf

 

 

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