Políticos, alvos da espionagem cibernética

Fóruns de Deep Web contribuem para malwares cada vez mais sofisticados gerando
tensão no cenário político


Como observado no relatório de
segurança do último trimestre
da Trend Micro – especializada na defesa
de ameaças digitais e segurança na era da nuvem – a segurança de autoridades
políticas
começou a mudar do “físico” para o
“virtual” conforme os líderes passaram a ser alvos de cibercriminosos e espiões
cibernéticos.


Um
exemplo disso é a 
Operação Pawn Storm,
uma campanha orquestrada contra a liderança dos EUA e da Ucrânia. Os
pesquisadores da Trend Micro têm visto evidências de cadeias de ataques
cibernéticos contra figuras políticas como uma reação geopolítica a tensões
internacionais. Essa campanha de ataque utilizou sete ataques de dia-zero e
malware personalizado para dispositivos iOS.


O
malware X-agent foi o principal aplicativo usado pela Pawn Storm e permite que
o agressor comande configurações de proximidade, por exemplo ativando o
microfone do aparelho, com base na localização definida no calendário dos
usuários. Desse modo é bem possível que discussões privadas e conversas tenham
sido comprometidas e gravadas.


A Pawn Storm serve como um prenúncio do que vai
acontecer, pois algumas tensões políticas se manifestarão como intrusões
cibernéticas. O que mais preocupa profissionais da segurança são os recursos
cibernéticos cada vez mais aprimorados pelos cibercriminosos como resultado de
sua participação em
fóruns do submundo russo e
da Deep Web. Infraestruturas críticas foram expostas e ataques bem-sucedidos
podem resultar em um impacto cibernético na sociedade em geral.

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