Iranianos invadiram servidores da marinha dos EUA

O vice-almirante Michael Rogers

O vice-almirante Michael Rogers

O vice-almirante Michael Rogers Durante quatro meses, hackers iranianos conseguiram penetrar na rede do Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha americana, monitorando dados não classificados de voz, vídeo e comunicações de 800.000 usuários. A descoberta foi feita em julho passado, mas somente hoje (18) o vice-almirante Michael Rogers, um especialista em guerra cibernética indicado para dirigir a NSA, revelou todos os detalhes. Embora nenhuma conta de email tenha sido violada, o grau de invasão foi mais profundo e mais longo do que se pensava, disse ele ao Wall Street Journal.

Essa brecha provavelmente será questionada no Congresso durante as audiências de confirmação de Rogers para o cargo. Como chefe da frota Cyber ​​Command, ele supervisionou a resposta da Marinha ao ciberataque iraniano. Fontes da armada disseram que foram consumidos quatro meses, até novembro de 2013, para impedir que os hackers continuassem literalmente passeando pela rede, porque foi uma penetração significativa, aproveitando uma fraqueza de segurança num site voltado para o público. As fontes acrescentaram que a Marinha usou o tempo que precisou para corrigir todos os pontos fracos de segurança subjacentes e não apenas os que permitiram essa invasão. Os consertos custaram pelo menos US$ 10 milhões.

Sabe-se que o malware Stuxnet, supostamente desenvolvido por Israel e pelos EUA, invadiu em 2006 as centrífugas de urânio do Irã e causou grandes prejuízos a elas. Portanto, pode ter sido uma retaliação.

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