Hackers usam e-Mail para roubar galerias de arte

Hackers estão invadindo e-Mails de galerias de arte para usá-los em ataques ao mercado de arte de Londres, um dos mais ativos e ricos do Planeta. Galerias de pequeno e médio porte como Simon Lee, Thomas Dane e Rosenfeld Porcini perderam dinheiro porque suas faturas em PDF foram interceptadas e alteradas por hackers antes de chegarem aos clientes. Por causa disso, os clientes enviaram o pagamento de obras de arte a contas bancárias indicadas pelos hackers.

Mas não é só na Inglaterra que os ataques estão acontecendo. O golpe foi aplicado também contra o presidente da exposição Expo Chicago e contra a galeria suíça Hauser & Wirth, que tem filiais em Londres, Zurique, Nova York e Los Angeles. Neste último caso, a galeria admitiu que o problema ocorreu cerca de um ano atrás, e que daí em diante todas as cobranças passaram a ser feitas com o envio de faturas pelo correio. Os repórteres do Art Newspaper, de Londres, localizaram até agora  nove galerias atingidas pelo golpe.

Uma delas, a Laura Bartlett, de Londres, encerrou suas atividades depois de ter sofrido um prejuízo de valor ainda não revelado. Uma fonte da seguradora Hallett Independent disse que as perdas em cada galeria uma vão de 10 mil Libras a 1 milhão de Libras.

O golpe é razoavelmente simples e se baseia na invasão do e-Mail da galeria ou do negociante de obras de arte. Depois de obter acesso à correspondência, os hackers monitoram o tráfego e entram em ação quando é feita uma venda. Assim que a cobrança é enviada ao comprador, eles utilizam o próprio e-Mail do vendedor para retificar os dados de cobrança. Geralmente dizem ao comprador que o e-Mail anterior deve ser descartado e informam novos dados bancários. Em alguns casos, informam também outra moeda diferente da Libra. Em todos os casos, alteram o nome do banco e da conta bancária que receberá o dinheiro.

No caso da galeria Laura Bartlett, a proprietária enviava e-Mails ao comprador questionando o atraso no pagamento. Os hackers interceptavam a correspondência e respondiam como se fossem o comprador, dizendo que o assunto estava sendo verificado. Enquanto isso acontecia, retiravam o dinheiro do banco.

 

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