Hacker brasileiro vai para a cadeia nos EUA

Um brasileiro identificado como Billy Ribeiro Anderson, citado também como Anderson Albuquerque em seu processo, foi condenado a ficar três meses na cadeia em Nova York por ter desfigurado sites de interesse do governo dos EUA. Utilizando o apelido de “Alfabeto Virtual”, Anderson foi identificado como o autor de aproximadamente 11 mil desfigurações de sites hospedados em vários países, principalmente EUA e Brasil. Seu advogado chegou a fazer um pedido para que ele não fosse preso mas o juiz resolveu prendê-lo para “enviar uma mensagem” a outros ‘hackers’.

As desfigurações que o mandaram para a cadeia foram duas: nos sites do Centro de Combate ao Terrorismo da Academia Militar do Exército em West Point, e na controladoria de finanças de Nova York. Anderson tem 42 anos e mora em Torrance, Califórnia. Depois dos ataques, ele andou contando seus feitos em um fórum de hackers. Mas quando derrubou o site do controller da cidade de Nova York por quase dois dias em 2015, deixando seu pseudônimo no site, e invadiu outro pertencente à academia militar West Point no ano seguinte, as autoridades decidiram pegá-lo.

Anderson foi condenado a pagar um total de US$ 12.804 para cobrir os custos de correção dos sites do governo. Notando que ele havia expressado remorso por suas ações, a juíza distrital de Manhattan, Laura Swain, deu a ele muito menos tempo na prisão do que os 12 a 18 meses que o promotor havia recomendado.

Anderson pediu desculpas por suas ações e disse que o julgamento lhe deu uma pausa para pensar. O caso foi notável pelo nível de rancor entre os procuradores do governo e os advogados de Anderson. Em um dos autos, seu advogado se queixou de que “um dos aspectos mais intrigantes do pleito do governo é seu tom e seu tom francamente vingativo”. Isso não é surpresa: um dos promotores do governo disse ao tribunal que Anderson se ofereceu para cooperar a fim de reduzir sua sentença prometendo informações sobre outros hackers, incluindo suas identidades reais. Mas nenhuma das informações que ele forneceu levou a novos casos ou prisões, explicou o promotor.

Além dos três meses na prisão, Anderson está condenado a três anos de liberdade supervisionada e a 200 horas de serviço comunitário.

 

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