Furado de novo, Google+ morrerá em Abril

Durante seis dias, perto de 52,5 milhões de cadastros de usuários do Google+ ficaram expostos na internet. O problema foi admitido pelo Google numa nota publicada ontem pelo vice-presidente do G-Suite, David Thacker. O problema aconteceu em novembro após uma atualização de software relacionado com uma das APIs da plataforma. Com o anúncio desse problema, o Google decidiu antecipar a morte do Google+ para Abril do ano que vem.

Thacker afirma que o problema foi descoberto “como parte de nossos procedimentos de teste padrão e em andamento e o corrigimos em uma semana após sua introdução”. O VP da Google garante que ninguém comprometeu os sistemas, quer dizer, ninguém descobriu a brecha e roubou os dados. É o que ele acredita. E acrescentou “não temos evidências de que os desenvolvedores de aplicativos que inadvertidamente tiveram esse acesso por seis dias tenham conhecimento disso ou o usaram indevidamente de alguma forma”.

Esta é a segunda vez que o Google+ mostra problemas. O primeiro aconteceu entre algum momento de 2015 e março de 2018. A brecha na API expunha nomes de usuários, endereços de e-mail, datas de nascimento, gêneros, fotos de perfil, locais onde a pessoa morava, status de relacionamento e ocupação.Embora a brecha tenha sido fechada em Março (justamente quando o Facebook estava no meio do escândalo com a Cambridge Analytica), somente em outubro o Google admitiu o problema e anunciou o fechamento da plataforma, que deveria acontecer no final de Agosto de 2019.





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