Enquanto a bola rolava na Rússia, hackers atacavam no Brasil

Isso mesmo: enquanto seleções do mundo todo disputavam na Rússia a Copa dde 2018, a equipe do Arcon Labs registrava para o Brasil um aumento de 61,69% nos ciberataques em relação à média dos cinco meses anteriores – de Janeiro a Maio. Entre os mais comuns, estiveram os ataques automatizados, como hack tools e scans, que cresceram 711%. Na sequência, os ataques web, com 610%. A detecção de malwares aumentou em 200%, enquanto ataques DDoS subiram 40%.

Em comparação com a Copa de 2014, os ataques à segurança da informação cresceram em todos os aspectos analisados. Os ataques web tiveram um aumento expressivo de 394%, enquanto a localização de malware aumentou 174%.

Carlos Borges, especialista em cibersegurança do Arcon Labs, diz que os Jogos Olímpicos, Jogos de Inverno e Copa do Mundo são eventos de grande porte que costumam ser um alvo perfeito para os cibercriminosos atuarem. Enquanto organizadores e torcedores estão atentos às competições, eles aproveitam para atacar.

Durante as Olimpíadas no Rio, em 2016,  o Arcon Labs identificou um aumento de 330% em DoS e DDoS, enquanto os ataques web tiveram um aumento de 231%. Vale citar também que um grande ciberataque ocorreu nas Olimpíadas de Inverno neste ano, quando a infraestrutura da organização foi o alvo.

 

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