Computação Cognitiva em SI triplica em três anos

Estudo da IBM com 700 profissionais de 18 indústrias em 35 países – entre eles Brasil – para entender o que a indústria realmente pensa sobre tecnologias emergentes e seu potencial, mostra que a era da segurança cognitiva poderá estar entre nós mais cedo do que imaginamos.

 

De acordo com o levantamento, cerca de 60% dos profissionais de segurança acreditam que as soluções de segurança cognitiva podem frear significativamente os cibercriminosos. O relatório ainda revela que embora somente 7% dos profissionais de segurança reivindiquem o uso de tecnologias cognitivas hoje em dia – o que não é uma surpresa, considerando que a tecnologia é nova – 21% disseram que suas organizações planejam usar essas soluções nos próximos dois ou três anos, indicando o potencial três vezes maior para o aumento do uso de segurança cognitiva dentro dos próximos anos. 

O estudo da IBM avaliou os desafios atuais que os profissionais de segurança enfrentam para identificar as principais necessidades que a computação cognitiva poderia potencialmente endereçar. As respostas mostraram que os principais desafios de cibersegurança são:

·         #1: 45% indicou “Reduzir o índice de resposta a incidentes e tempo de resolução”;

·         #2: 41% indicou “Aprimorar a precisão dos alertas (muitos falso-positivos)”;

·         #3: 40% indicou “Manter-se atualizado sobre novas ameaças e vulnerabilidades”.

 

Enquanto está claro que as expectativas para a segurança são altas, o que exatamente os profissionais de segurança esperam de benefícios com a computação cognitiva?

·         Inteligência: 40% acreditam que as soluções de segurança cognitiva vão prover detecção e capacidades de respostas a incidentes na tomada de decisão;

·         Velocidade: 37% desejam que as soluções de segurança cognitiva provenham significativamente tempo às respostas a incidentes;

·         Precisão: 36% esperam que as soluções de segurança cognitiva aumentem de confiança na hora de verificar eventos e verdadeiros incidentes.

 

Segundo Guilherme Araújo, líder de Segurança da IBM Brasil, muitos desses benefícios estão alinhados com os grandes desafios que as organizações dizem estar enfrentando atualmente. “Assim como com tecnologias emergentes, a maturidade toma tempo e é preciso olhar adiante e ser racional sobre as barreiras e desafios que devem aparecer ao longo da jornada para aplicar a segurança cognitiva”, explica.

 

O executivo esclarece que os resultados da pesquisa mostram que a comunidade ainda está nos estágios iniciais de desenvolvimento de sistemas de segurança cognitiva – que alavancam tecnologias como Inteligência Artificial, machine learning e processamentos de linguagem natural – para auxiliar analistas da área. “Em um mundo ideal, essa tecnologia poderá ajudá-los, provendo informações corretas para o diagnóstico e resposta às ameaças mais rapidamente”, finaliza

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