Pesquisa: 1/3 das pessoas postaria nudes por dinheiro

Uma pesquisa* da empresa global de cibersegurança Kaspersky Lab desenvolvida em conjunto com a consultoria de pesquisa de mercado CORPA estudou o comportamento de latino americanos em redes sociais e fez algumas descobertas surpreendentes. Uma das mais interessantes indica que entre aqueles que admitiram ter publicado fotos com pouca roupa, apenas 6% se arrependem. Pior, 30% dos latino-americanos estariam dispostos a publicar uma foto nua nas redes sociais por dinheiro. Desses dispostos, os argentinos são os que lideram esse quesito, com 45% das respostas, seguidos pelos mexicanos (31%) e chilenos (27%). Em seguida estão o Brasil (26%), Peru (25%) e Colômbia (24%).

A pesquisa analisou respostas de usuários de dispositivos móveis com relação a cibercrime e cibersegurança em seis países da América Latina: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru. Ela faz parte da campanha Ressaca Digital, promovida pela Kaspersky para conscientizar as pessoas sobre os riscos às quais estão expostas na internet e nas redes sociais quando agem despreocupadamente. O principal objetivo da campanha é evitar que os usuários se arrependam após realizar um post, nova conexão ou download por impulso, reduzindo assim possíveis vazamentos de dados pessoais, roubo de identidade, viralização de imagens íntimas, perdas financeiras ou a violação de direitos do menor de idade.

Por que Ressaca Digital? A Kaspersky Lab identificou que os usuários têm o mesmo comportamento de quando estão em uma festa em suas redes sociais. Por exemplo, eles fornecem muitos dados pessoais e bancários e confiam mais do que deveriam no desconhecido. No dia seguinte, essa ressaca, pouco a pouco, os faz lembrar dos erros e imprudência – e já não há como voltar atrás“, explica Dmitry Bestuzhev, diretor da Equipe Global de Pesquisa e Análise da Kaspersky Lab na América Latina.

De acordo com a pesquisa, 23% dos latino-americanos lamentaram compartilhar uma publicação nas redes sociais por conter imagens vergonhosas de si mesmos ou de outras pessoas em festas ou situações sociais. Outros 19% lamentaram a postagem porque ela continha informações pessoais relacionadas à sua moradia, família, trabalho, localização ou contas bancárias e quantias em dinheiro. Enquanto isso, 18% se arrependem de ter publicado comentários negativos para outros usuários em relação à sua personalidade, etnia ou sexo.

Intimidade em risco
A pesquisa identificou ainda que um dos maiores arrependimentos dos usuários é ter compartilhado imagens vergonhosas em redes sociais – tanto as imagens suas quanto de outras pessoas. Um total de 30% dos latino-americanos admitiram ter enviado fotos íntimas a seu cônjuge ou amigos. Desse total, 40% são jovens entre 18 e 24 anos. E outros 43% dos entrevistados afirmaram ter recebido algum imagens íntimas de pessoas próximas. Além disso, a investigação revelou que 27% afirmaram ter tirado fotos ou filmado a si mesmo em uma situação íntimacom seu dispositivo móvel – e 32% deles são jovens entre 18 e 24 anos.

Identificou-se ainda que, em média, mais de 70% dos entrevistados armazenam suas fotos e vídeos em seus celulares e que 40% compartilham a senha do aparelho com outra pessoa – situação que pode levar a um vazamento de informações e exposição indesejada. Além disso, 28% dos entrevistados aceitariam dar sua senha e o dispositivo móvel a um estranho por 15 minutos em troca de 20 mil dólares.

Em relação ao comportamento das informações nas redes sociais, a pesquisa mostrou que um terço das pessoas possuem um perfil público no Facebook – sendo que 37% deles tem entre 35 e 50 anos. Em relação às contas do Instagram, mais da metade dos latino-americanos usam um perfil público, principalmente jovens entre 18 e 24 anos (39%). Em média, 80% dos latino-americanos deixa seus perfis em redes sociais logados em seus dispositivos móveis.

Para a Kapersky Lab, o estudo deixa claro a necessidade de mudança de comportamento das pessoas com relação a privacidade. Para aumentar a consciência sobre o tema, a empresa lançou uma tecnologia patenteada de segurança adaptativa que se ajusta ao estilo de vida do usuário para protegê-lo e alertá-lo sobre os riscos à segurança.

*A pesquisa Diagnóstico da Cibersegurança, desenvolvida em agosto de 2018 pela CORPA para a Kaspersky Lab, considerou uma amostra de 2.326 entrevistas online para usuários entre 18 e 50 anos do Chile, Argentina, Peru, Brasil, Colômbia e México.

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